segunda-feira, 24 de maio de 2010

Casco de Tartaruga


Não sei se vocês conhecem essa fábula infantil, mas refletindo sobre ela esses dias, vi o quanto ela nos ensina sobre a vida de quem deseja o altar.

E essa fábula é mais ou menos assim...

Em um dia na floresta, se encontraram pelo caminho o coelho, o pavão e a tartaruga.

A tartaruga sentiu-se um pouco envergonhada diante de tanta beleza que o pavão exibia e da agilidade e rapidez do coelho.

Conversa vai, conversa vem e eles não virão que uma grande chuva se aproximava. Quando as primeiras gotas caíram o pavão se desesperou pois o esplendor de sua calda logo desaparecida se ficasse molhada; da mesma forma o coelho ficou irritado porque se a chuva molhasse o seu pelo fofinho e branquinho, em poucos segundos ele estaria com um aspecto horrível e sujo. A tartaruga porém nem se quer se moveu, apenas recolheu-se dentro do seu casco quentinho e esperou a chuva passar para então prosseguir em sua caminhada, sem perder nenhuma de suas características principais.

Já reparam quantos pavões e coelhos existem na obra?

Os pavões são aqueles que correm em trabalhar, passam manhã, tarde e noite dentro da igreja. Estão sempre prontos para serem os primeiros a atenderem os pedidos dos pastores, etc. Mas a verdadeira intenção de seus corações, não está em servir a Deus e sim em se exibir, como um pavão, para os homens, esperando que dessa forma possam crescer e ganhar destaque dentro da igreja.

Os coelhos são bem parecidos... Eles parecem ser servos, são rápidos, sempre dispostos e com isso tem um crescimento na obra muito rápido, chegam num mês e no mês seguinte já possuem responsabilidades dentro da igreja, mais um pouco te tempo estão na obra e daí é um pulo para o altar.

O problema de quem se encaixa nessas características é que eles não permanecem! Brilham aos olhos da maioria, mas na horas das grandes tempestades, perdem as suas características e mostram quem realmente são; fracos, frágeis sem nada de mais além de uma boa aparência.

Mas e a tartaruga?!?!

Bom a tartaruga caminha devagar, não possui nenhum atrativos especial que brilhem aos olhos dos outros, na maioria das vezes ela até parece bem desajeitada e despreparada para fazer qualquer coisa. Mas em momentos de tempestade ela se recolhe nos braços do Pai, se resguardando do perigo até que ele passe e ela possa prosseguir.

O seu casco impermeável a mantém segura, mesmo não sendo bonito!

Quem deseja o altar precisa ter casco de tartaruga pois as lutas, problemas e dificuldades não podem nos abalar e muito menos nos fazer perder as nossas características da fé

Tenho passado por problemas que as vezes me dá ate vontade de chorar, vontade de desistir... Mas logo a voz de Deus me alerta “Como você quer o altar se você já está querendo desistir agora?”

Tudo o que nós passamos antes do altar está na verdade nos preparando pra ele! Precisamos crer nisso, porque Deus jamais permitiria que o que era pra ser um benção se tornasse em maldição...

Vamos amadurecer a nossa fé, sem deixar de ser criança no colo do nosso Pai!

Deus abençoes a todos!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Fazendo a diferença


Ola pessoal

Ontem tive uma grande surpresa, que me trouxe ótimas recordações!

Entrei na minha caixa de e-mail e vi que havia uma solicitação de amizade na Comunidade Universal (www.comunidade.arcauniversal.com), quando fui verificar vi que era de uma esposa de pastor que havia sido obreira na igreja que eu freqüento, mas ela não tinha sido apenas mais uma obreira, ela foi a obreira que cuidou de mim!

Desde o primeiro dia quando eu entrei na igreja ela me auxiliou. Lembro que eu enchia a paciência dela, às vezes nas terças-feiras eu assistia a reunião das 15:00h e fica pra assistir a das 19:30h (primeiro amor, sabem como é né ?!!?). E na maior parte desse tempo ela ficava conversando comigo sempre assuntos da fé, não ficávamos nunca de conversa fiada.

Naquela época eu manifestava, minha vida estava de cabeça para baixo e mesmo nesse estado ela me falava de como agir a fé quando eu fosse obreira, nunca cheguei a falar com ela, mas, eu achava que ela “estava viajando”, não conseguia me imaginar como obreira de jeito nenhum!

Foram ao todo 4 meses de um processo de libertação bem intenso, e ela sempre do meu lado! Depois que eu parei de manifestar, me batizei e comecei a buscar o batismo no Espírito Santo, nessa época já não ficávamos mais tão juntas, afinal ela precisa dar atenção a outras pessoas que precisavam mais dela do que eu, naquele momento.

Ocorreram vários altos e baixos na minha vida espiritual ao longo do tempo e sempre que eu me sentia meio perdida buscava orientação com ela. Não tinha uma vez se quer em que ela passe por mim na igreja e não falasse “- E ai Karol, ta na guerra?! Você ta bem?!” Pode parecer pouca coisa, mais pra mim fazia uma diferença enorme!!!

Bem, se eu fosse contar com detalhes tudo o que ela fez por mim vocês não conseguiriam terminar de ler esse post (rsrsrs), mas o importante é dizer que essa obreira (hoje esposa) fez toda a diferença na minha vida!

Quando fui ser entrevistada para entrar na obra o pastor me fez a clássica pergunta “por que você quer fazer a obra?” eu perguntei a ele se poderia contar uma pequena história, ele deixou e então fiz um resumo parecido com esses que vocês estão lendo e no final eu disse a ele “EU QUERO FAZER A OBRA PARA PODER FAZER POR ALGUÉM O QUE ESSA OBREIRA FEZ POR MIM UM DIA”

É até engraçado quando paro pra pensar na resposta que eu dei e no que aconteceu depois disso... Todas as responsabilidades que ela tinha na igreja eu assumi assim que entrei para a obra, e bom se continuar assim... Altar ai vou eu!!! ... =D

Fiquem com Deus e um grande abraço... vamos nos esforçar para fazer a diferença na vida de alguém!!!